A Federação Portuguesa de Ciclismo vai investir mais de dois milhões de euros na pista e no equipamento de treino do ciclismo de pista, anunciou o presidente Cândido Barbosa na terça-feira, no aeroporto de Lisboa, à chegada dos ciclistas que regressaram do Campeonato do Mundo de Xangai. Foto: dylan nolte, Unsplash.
Do total, cerca de 1,5 milhões de euros destinam-se à requalificação da pista. O restante vai para a modernização do equipamento técnico e de treino, numa segunda fase de apoio que Barbosa deu como já comprometida. O financiamento vem do IPDJ e do Governo, e o presidente da Federação justificou-o com a necessidade de dar aos ciclistas portugueses material comparável ao dos principais adversários internacionais.
As obras do velódromo estão em concurso desde junho
O velódromo nacional fica no Centro de Alto Rendimento de Anadia, em Sangalhos, e é o palco dos Campeonatos Nacionais de pista. A intervenção não é nova: em junho, a Câmara de Anadia aprovou a abertura de um concurso público para a reabilitação do centro, com um valor base de 1,121 milhões de euros mais IVA e doze meses de execução. O caderno de encargos incluía a retificação e a pintura do piso do velódromo, além dos telhados do pavilhão e do alojamento, das zonas de garagem, oficina e armazém, e da impermeabilização das paredes.
Ou seja, o anúncio de terça-feira acrescenta verba e equipamento a uma obra que já estava em cima da mesa e que continua por começar.
Quatro medalhas em Xangai a servir de contexto
O anúncio chegou dois dias depois do fim do Mundial de pista, onde Portugal somou quatro medalhas: o título de omnium de Iúri Leitão, a prata de Leitão e Ivo Oliveira no madison, o bronze de Maria Martins no scratch e o bronze de Miguel Salgueiro na corrida por pontos. Foi também a primeira competição do ciclo de qualificação olímpica para Los Angeles 2028.
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