Foto: Manecke, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
A Federação Portuguesa de Ciclismo alterou na quarta-feira a convocatória para o Campeonato da Europa de Estrada e Portugal vai à prova de fundo de elites sem João Almeida e sem António Morgado. Os dois corredores da UAE Team Emirates juntam-se a Afonso Eulálio e a Ivo Oliveira, que já tinham saído da lista. / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.
Quatro em vez de seis
A seleção fica reduzida a quatro nomes na prova mais importante, quando o regulamento permitia seis: Nélson Oliveira (Movistar), Tiago Antunes (Efapel), Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) e Afonso Silva (Tavira-Crédito Agrícola). No contrarrelógio individual correm Nélson Oliveira e Tiago Antunes. O selecionador Valter Sousa justificou a decisão com o momento específico de cada atleta e com o diálogo mantido com os próprios corredores.
A convocatória inicial dava 22 representantes portugueses, entre elites, sub-23 e juniores, nos dois sexos. Essa parte mantém-se: nos sub-23 segue Daniel Moreira e, nas elites femininas, vão Beatriz Roxo e Raquel Queirós.
Uma subida a decidir tudo
A prova corre-se entre Ljubljana e Šenčur, na Eslovénia, com 196,3 quilómetros e 2.571 metros de subida acumulada. O circuito final passa cinco vezes pela Možjanca, 2,1 quilómetros a 10,2% de inclinação média, com rampas até 15,8%. É um perfil de trepador, do género das melhores subidas de Portugal, e ajuda a explicar a escolha de corredores habituados a terreno montanhoso.
Tadej Pogačar, campeão europeu em título, não defende o título em casa, o que deixa Remco Evenepoel como principal favorito.
As provas de fundo correm-se entre 2 e 4 de outubro e os contrarrelógios a 7, num percurso de 22,1 quilómetros que inclui uma passagem pela mesma subida. Para a seleção, é o primeiro teste depois dos Mundiais de Montreal, onde, dos seis portugueses que partiram na prova masculina, só dois chegaram ao fim.



