Foto: Miguel Tremblay / Wikimedia Commons (CC0). Pelotão no Grande Prémio de Montreal de 2024, no mesmo circuito do Mont Royal que recebe os Mundiais.
Os Campeonatos do Mundo de estrada entram este fim de semana na fase decisiva, e Portugal leva nove ciclistas às duas provas de fundo de elite. No sábado, 26 de setembro, correm Beatriz Roxo, Daniela Campos e Raquel Queirós. No domingo, 27, alinham João Almeida, Afonso Eulálio, António Morgado, Ivo Oliveira, Nélson Oliveira e Tiago Antunes. Ambas as corridas arrancam às 14h00 de Lisboa.
O traçado é o mesmo do Grande Prémio de Montreal: um circuito de 13,4 quilómetros em torno do Mont Royal, com cerca de 269 metros de subida por volta. A Voie Camillien-Houde é a subida mais longa, 2,3 km a 6,2% de média. A chegada faz-se na Avenue du Parc, em falso plano a subir. Os homens dão 12 voltas: 273,7 km e 3.803 metros de desnível acumulado. As mulheres dão oito, num total de 180,4 km e 2.570 metros.
Tadej Pogačar, campeão do mundo em título, não está em Montreal: caiu na Vuelta, fraturou a clavícula e uma vértebra e não voltou a competir esta época. O favoritismo reparte-se sobretudo por Remco Evenepoel, que no domingo passado somou o quarto título mundial consecutivo de contrarrelógio, e por Isaac del Toro, vencedor do Grande Prémio de Montreal nestas mesmas estradas. Primož Roglič e Tom Pidcock completam o lote.
Do lado português, João Almeida chega sem o melhor da temporada: terminou a Vuelta no 91.º lugar. A seleção junta-lhe Afonso Eulálio e António Morgado, os nomes da geração seguinte. O melhor resultado português destes Mundiais chegou na sexta-feira, na prova de fundo de sub-23: Daniel Moreira foi 14.º, a 1 minuto e 19 segundos do vencedor Ashlin Barry, que atacou sozinho a 30 quilómetros do fim e deu aos Estados Unidos o primeiro título mundial da categoria. Nos contrarrelógios, o melhor nacional tinha sido o 20.º lugar de Nélson Oliveira, com Ivo Oliveira em 21.º.
Para quem pedala por cá, o que torna este percurso interessante não é a dureza de nenhuma subida em particular, é a repetição. Doze passagens pela mesma rampa cansam de forma diferente de uma única subida longa, e é esse o registo de boa parte das saídas com desnível no Norte. Se quiser treinar nesse formato, reunimos as oito melhores subidas de Portugal, com distância e inclinação média de cada uma.



