Portugal volta a uma pista de competição internacional menos de duas semanas depois do Mundial de Xangai, agora com dois ciclistas no Campeonato do Mundo de Paraciclismo de Pista, que decorre de quinta-feira, 29 de outubro, a domingo, 1 de novembro, em Apeldoorn, nos Países Baixos. Foto: Dmitry Vechorko, Unsplash.
A seleção nacional leva Miguel Pacheco e Luís Xavier, os dois na classe C5, orientados pelo selecionador Telmo Pinão. Pacheco estreou-se em Mundiais de pista em 2025, no Rio de Janeiro, e Xavier disputa provas de pista pela primeira vez.
O que está em jogo é a posição do país
Em Xangai contavam as classificações individuais. Aqui conta sobretudo o ranking das nações: segundo a Federação Portuguesa de Ciclismo, a missão é somar pontos para manter Portugal num lugar elegível para uma vaga europeia nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. É o mesmo ciclo de qualificação que levou a seleção de pista à China, com uma diferença que muda a leitura dos resultados: o que se defende é a posição de Portugal, e não um lugar individual.
Programa dos portugueses
- Quinta-feira, 29 de outubro: quilómetro, com qualificação e final
- Sexta-feira, 30: eliminação
- Sábado, 31: velocidade
- Domingo, 1 de novembro: scratch de 10 quilómetros
Ainda segundo a Federação, Pacheco procura pontuar para o objetivo coletivo e Xavier aponta a boas classificações nas provas de fundo, com o top 20 como referência.
Uma modalidade com investimento anunciado
A pista portuguesa chega a este Mundial com dinheiro prometido: a Federação anunciou mais de dois milhões de euros para a modalidade, a maior parte para requalificar a pista nacional, como se contou em Mais de 2 milhões para o ciclismo de pista em Portugal. Duas semanas antes, em Xangai, a seleção de pista fechou o Campeonato do Mundo com quatro medalhas, entre elas o título mundial de omnium de Iúri Leitão, num Mundial em que Portugal entrou em dez provas.



