Foto: Cs-wolves, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Remco Evenepoel é o novo campeão da Europa de fundo, e o melhor português na prova de ontem, domingo, foi Nélson Oliveira, 27.º classificado.
O belga cumpriu os 196,3 quilómetros entre Ljubljana e Šenčur, na Eslovénia, em 4h16m37s, e só ganhou a corrida nos últimos metros, ao photo finish, num sprint a dois com o italiano Giulio Ciccone. Christian Scaroni, também italiano, foi terceiro a 59 segundos, e o letão Toms Skujiņš quarto a 1m13s.
A corrida decidiu-se na penúltima volta ao circuito, a mais de 30 quilómetros da meta. Evenepoel atacou, caiu pouco depois na descida e voltou a juntar-se à frente com a ajuda dos companheiros de seleção. Daí em diante só Ciccone lhe aguentou o ritmo, e o italiano recusou colaborar na perseguição para proteger o lugar de Scaroni no pódio, o que deixou o belga a puxar quase sozinho até ao sprint.
Os portugueses
Nélson Oliveira (Movistar) acabou a 3m07s do vencedor e foi o melhor dos quatro portugueses em prova. Tiago Antunes (Efapel) foi 47.º a 14m09s, depois de ter entrado na fuga que animou a primeira parte da corrida. Pedro Silva e Afonso Silva não terminaram.
Portugal chegou a esta prova com quatro corredores quando podia levar seis, depois de a Federação ter alterado a convocatória e retirado João Almeida e António Morgado.
A subida que fez a diferença
O circuito passou cinco vezes pela Možjanca, 2,1 quilómetros a mais de 10% de inclinação média, com rampas bem acima disso. É o tipo de parede curta que obriga ao mesmo trabalho específico que as melhores subidas de Portugal exigem a quem as quer fazer sem parar.
A seleção volta a competir na quarta-feira, 7 de outubro, nos contrarrelógios, com Nélson Oliveira e Tiago Antunes entre os inscritos.



